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Recreio, 15 de novembro de 2009

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CAXAMBU

A Maria das Graças, a Cicinha, ao lado do esposo Jaci Ribeiro da Silva, que não tem medido esforços para apoiar a esposa no seu projeto de resgatar um dos ícones da cultura afro-brasileira: o Caxambu.

A Maria das Graças, a Cicinha, ao lado do esposo Jaci Ribeiro da Silva, que não tem medido esforços para apoiar a esposa no seu projeto de resgatar um dos ícones da cultura afro-brasileira: o Caxambu.

Encantada com suas raízes africanas, a recreiense Maria das Graças Lau Silva, conhecida por Cicinha, está realizando um projeto de resgate do ritmo Caxambu no nosso município, pois de acordo com suas pesquisas ela descobriu que nossa cidade já foi palco de inúmeras rodas de Caxambu.

Em sua pesquisa, a Cicinha já reuniu dezenas de depoimentos de pessoas, moradoras em Recreio há mais de 50 anos, que relatam ter presenciado, quando criança muitas rodas de Caxambu. Cicinha tem realizado diversos ensaios de Caxambu na Sede do Recreio Esporte Clube e já conta com o apoio de um grupo de pessoas. Cicinha também está participando de encontros e movimentos em diversas cidades da nossa região onde há pessoas e entidades empenhadas em formar uma região caxambuzeira entre o Noroeste fluminense e o norte da Zona da Mata Mineira.

CULTURA DO CAXAMBU

O Caxambu, também conhecido como jongo ou dança da umbigada, é um evento festivo de origem rural, que data da época da escravidão. Foi introduzido no Brasil, nos estados de produção cafeeira, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo nos séculos XXVIII e XIX por escravos bantos (Congo-Angola). O Caxambu é um dos símbolos de cultura afro-brasileira da região Sudeste e é constituído de dança, cânticos, batuques. Como quase toda cultura popular o Caxambu passou por processos de desagregação e desprestígio  durante a segunda metade do século XX, levando ao seu desaparecimento em muitos municípios. Ciente do seu risco de extinção, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) inscreveu o Caxambu no Livro das Formas de Expressão em 2005 e estabeleceu políticas de salvaguarda ao patrimônio imaterial tombado.

O professor Leonardo de Oliveira Carneiro, da UEMG (Campus de Carangola)  Doutorando em Geografia Humana pela UFF, e Mestre em Geografia Humana pela UFRJ, afirma que muito antes da política nacional de proteção ao patrimônio do Caxambu, duas ocorrências devem ser evidenciadas para abordagem da resistência dessa cultura:

Ações implementadas pelo professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Santo Antônio de Pádua, Hélio Machado de Castro, idealizador dos Encontros de Jongueiros, e a conseqüente formação da Rede de Memórias do Jongo e do Caxambu.

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