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Recreio, 17 de novembro de 2009

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Cidades de Minas Gerais

Hoje nossos pensamentos nos levam a comentar sobre as cidades mineiras da Zona da Mata. Começamos por Recreio, Leopoldina, Cataguases, Ubá, Palma, Patrocínio de Muriaé, Volta Grande, Pirapetinga, Juiz de Fora, Carangola, Manhumirim, Manhuaçu, Além Paraíba, Ponte Nova, Ouro Preto, Mariana e outras mais.

Pensemos nas rodoviárias, ônibus que partem e chegam. Businas, fumaças, despedidas, abraços, sorrisos e lágrimas caídas ao longo de nossos passos. Os Fóruns, bancos onde estão depositadas as economias dos que têm, pessoas que entram e saem. Negócios que se ajustam, os jardins públicos, as rodinhas de bate papo descontraído, de velhos amigos da infância e juventude, o futebol que nos aproxima e a política que nos seduz e entusiasma. A Prefeitura, o vigário João Pedro da nossa paróquia, as coletorias arrecadadoras e as chaminés que apontam para o ar. Hotéis, viajantes, palavras em salas de estar, carros à porta, empoeirados e cheios de bagagem.

Ô Cidades do nosso glorioso Minas Gerais, as coloniais, São João Del’Rey, Ouro Preto, Diamantina. Recordações de cada rua, de cada esquina, lembranças dos grandes poetas: Olavo Bilac, Castro Alves, Alvarenga, Marilia de Dirceu, Bárbara Heliodora. Os sinos das Igrejas que nos convidam à meditação para chegar-se mais perto de Deus. Gente boa dos pequenos e grandes centros, que passeia, que ri, que discute, que busca o descanso das montanhas. Cidades das Gerais, estradas empoeiradas, às vezes esburacadas, caminhões que vão e voltam, pesados. Ônibus lotados, automóveis, carros de bois gemendo, fazendas de gado e café, pastagens, plantações e serras verdejantes. Ah… que encanto Minas Gerais!

Nosso ritmo de vida pachorrento, o pulsar de nossos corações sob este céu maravilhoso, estrelado, ora de um azul puríssimo. E o nosso coração de ouro batendo num peito de ferro. Lembranças das ferrovias abandonadas. Este é o nosso Minas Gerais tão amado. Este é um Brasil um pouco esquecido, que precisa ser soerguido, despertado de forma a retorná-lo realmente um gigante. Vamos caminhar em frente pensando em nosso futuro.

Ó benditas cidades do nosso glorioso Minas Gerais! É como dizia o grande poeta Olavo Bilac: “Neste país em que nasceste, tão belo, nunca verás outro igual como este.”

Aristides Dorigo

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